“E então ele parou de olhar para os olhos dela e começou a olhar dentro deles, devolvendo seu olhar antes que fosse tarde demais, antes que essa conexão entre a vida e o que vinha depois da vida se perdesse, e deixou-a ver toda a vilania que havia dentro dele, todo o ódio de duas mil noites solitárias, enquanto os dois ainda estavam em contato com o vácuo em que a soma de tudo que ambos jamais disseram ou fizeram, de todo o sofrimento que causaram, de todas as alegrias que compartilharam, acabasse pesando menos que a mais leve das plumas levada pelo vento.
‘Sou eu’, disse ela. ‘Só eu.’
‘Eu sei’, respondeu, e a beijou.”